Demências – Alzheimer, a doença do esquecimento

03 nov 2020

Alzheimer

Alzheimer é a causa mais comum de demência entre adultos mais velhos. A demência é a perda do funcionamento cognitivo – pensamento, lembrança e raciocínio – e habilidades comportamentais a ponto de interferir na vida e atividades diárias de uma pessoa. A gravidade da demência vai desde o estágio mais brando, quando está apenas começando a afetar o funcionamento de uma pessoa, até o estágio mais grave, quando a pessoa deve depender completamente de outros para as atividades básicas da vida diária.

A doença de Alzheimer geralmente progride lentamente em três estágios gerais: precoce, intermediário e tardio. Uma vez que a doença de Alzheimer afeta as pessoas de maneiras diferentes, cada pessoa pode apresentar sintomas – ou progride através dos estágios – de forma diferente. Essa doença cerebral irreversível e progressiva destrói lentamente a memória e as habilidades de pensamento e, eventualmente, a capacidade de realizar as tarefas mais simples. Na maioria das pessoas com Alzheimer, os sintomas aparecem pela primeira vez por volta dos 60 anos.

Em média, uma pessoa com Alzheimer vive de quatro a oito anos após o diagnóstico, mas pode viver até 20 anos, dependendo de outros fatores. As mudanças no cérebro relacionadas ao Alzheimer começam anos antes de qualquer sinal da doença. Esse período, que pode durar anos, é conhecido como doença de Alzheimer pré-clínica. Para melhor exemplificação, segue a explanação sobre os “níveis” da doença.

1 – Alzheimer em estágio inicial (leve)

No estágio inicial do Alzheimer, uma pessoa pode viver de forma independente. Ele ou ela ainda pode dirigir, trabalhar e participar de atividades sociais. Apesar disso, a pessoa pode sentir como se estivesse tendo lapsos de memória, como o esquecimento de palavras familiares ou a localização de objetos do cotidiano. Os sintomas podem não ser muito aparentes neste estágio, mas a família e amigos próximos podem notar e um médico seria capaz de identificar os sintomas usando certas ferramentas de diagnóstico.

As dificuldades comuns nesse estágio incluem:

  • Problemas para lembrar palavras ou nomes.
  • Dificuldade de lembrar nomes quando apresentado a novas pessoas.
  • Dificuldade em realizar tarefas em ambientes sociais ou de trabalho.
  • Esquecimento do material que acabou de ler.
  • Perder um objeto valioso ou esquecer onde guardou.
  • Problemas com planejamento ou organização.

 2 – Alzheimer em estágio intermediário (moderado)

O estágio intermediário de Alzheimer é normalmente o estágio mais longo e pode durar muitos anos. À medida que a doença progride, a pessoa com Alzheimer exigirá um maior nível de cuidados. Durante o estágio intermediário da doença os sintomas de demência são mais pronunciados. a pessoa pode confundir as palavras, ficar frustrada ou com raiva e agir de maneiras inesperadas, como recusar-se a tomar banho. Danos às células nervosas do cérebro também podem tornar difícil para a pessoa expressar pensamentos e realizar tarefas rotineiras sem assistência.

Os sintomas, que variam de pessoa para pessoa, podem incluir:

  • Se esquecer de eventos ou história pessoal.
  • Sentir-se mal-humorado ou retraído, especialmente em situações sociais ou que exigem maior raciocínio.
  • Ser incapaz de se lembrar de informações sobre si mesmos, como endereço ou número de telefone.
  • Experimentar confusão sobre onde estão ou que dia é.
  • Exigir ajuda para escolher roupas adequadas para a estação ou ocasião.
  • Problemas para controlar a bexiga e os intestinos.
  • Experimentar mudanças nos padrões de sono, como dormir durante o dia e ficar inquieto à noite.
  • Mostrar a tendência para vagar e se perder.
  • Demonstrar mudanças de personalidade e comportamento, incluindo suspeitas e delírios ou comportamento compulsivo e repetitivo.

No estágio intermediário, a pessoa que vive com Alzheimer ainda pode participar das atividades diárias com auxílio. É importante descobrir o que a pessoa ainda pode fazer ou encontrar maneiras de simplificar as tarefas. À medida que aumenta a necessidade de cuidados mais intensivos, os cuidadores podem querer considerar investir em cuidados profissionais.

3 – Alzheimer em estágio avançado (grave)

No estágio final da doença, os sintomas de demência são graves. Os indivíduos perdem a capacidade de responder ao seu ambiente, de manter uma conversa e, eventualmente, de controlar os movimentos. Eles ainda podem dizer palavras ou frases, mas se torna difícil comunicar a dor. Como a memória e as habilidades cognitivas continuam piorando, mudanças significativas de personalidade podem ocorrer e os indivíduos precisam de cuidados extensivos.

Nesta fase, os indivíduos podem:

  • Requer assistência 24 horas por dia com cuidados pessoais diários.
  • Perder a consciência de experiências recentes, bem como de seus arredores.
  • Experimentar mudanças nas habilidades físicas, incluindo caminhar, sentar e, eventualmente, engolir.
  • Ter dificuldade de comunicação.
  • Tornar-se vulnerável a infecções, especialmente pneumonia.

A pessoa que vive com Alzheimer pode se beneficiar da interação de maneiras que sejam adequadas, como ouvir música relaxante ou receber contato físico por meio de toques suave. Durante esta fase, os cuidadores podem querer usar serviços de apoio, como cuidados paliativos, que se concentram em proporcionar conforto e dignidade no final da vida.

As pesquisas em torno do Alzheimer se desenvolveram a tal ponto que os cientistas estão explorando maneiras de retardar ou prevenir a doença, bem como tratar seus sintomas. Para melhor tratamento, no entanto, deve-se descobrir a doença em seus estágios iniciais. Em caso de suspeitas, consulte sempre o neurologista.

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