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Demências – Alzheimer, a doença do esquecimento

Alzheimer

Alzheimer é a causa mais comum de demência entre adultos mais velhos. A demência é a perda do funcionamento cognitivo – pensamento, lembrança e raciocínio – e habilidades comportamentais a ponto de interferir na vida e atividades diárias de uma pessoa. A gravidade da demência vai desde o estágio mais brando, quando está apenas começando a afetar o funcionamento de uma pessoa, até o estágio mais grave, quando a pessoa deve depender completamente de outros para as atividades básicas da vida diária.

A doença de Alzheimer geralmente progride lentamente em três estágios gerais: precoce, intermediário e tardio. Uma vez que a doença de Alzheimer afeta as pessoas de maneiras diferentes, cada pessoa pode apresentar sintomas – ou progride através dos estágios – de forma diferente. Essa doença cerebral irreversível e progressiva destrói lentamente a memória e as habilidades de pensamento e, eventualmente, a capacidade de realizar as tarefas mais simples. Na maioria das pessoas com Alzheimer, os sintomas aparecem pela primeira vez por volta dos 60 anos.

Em média, uma pessoa com Alzheimer vive de quatro a oito anos após o diagnóstico, mas pode viver até 20 anos, dependendo de outros fatores. As mudanças no cérebro relacionadas ao Alzheimer começam anos antes de qualquer sinal da doença. Esse período, que pode durar anos, é conhecido como doença de Alzheimer pré-clínica. Para melhor exemplificação, segue a explanação sobre os “níveis” da doença.

1 – Alzheimer em estágio inicial (leve)

No estágio inicial do Alzheimer, uma pessoa pode viver de forma independente. Ele ou ela ainda pode dirigir, trabalhar e participar de atividades sociais. Apesar disso, a pessoa pode sentir como se estivesse tendo lapsos de memória, como o esquecimento de palavras familiares ou a localização de objetos do cotidiano. Os sintomas podem não ser muito aparentes neste estágio, mas a família e amigos próximos podem notar e um médico seria capaz de identificar os sintomas usando certas ferramentas de diagnóstico.

As dificuldades comuns nesse estágio incluem:

  • Problemas para lembrar palavras ou nomes.
  • Dificuldade de lembrar nomes quando apresentado a novas pessoas.
  • Dificuldade em realizar tarefas em ambientes sociais ou de trabalho.
  • Esquecimento do material que acabou de ler.
  • Perder um objeto valioso ou esquecer onde guardou.
  • Problemas com planejamento ou organização.

 2 – Alzheimer em estágio intermediário (moderado)

O estágio intermediário de Alzheimer é normalmente o estágio mais longo e pode durar muitos anos. À medida que a doença progride, a pessoa com Alzheimer exigirá um maior nível de cuidados. Durante o estágio intermediário da doença os sintomas de demência são mais pronunciados. a pessoa pode confundir as palavras, ficar frustrada ou com raiva e agir de maneiras inesperadas, como recusar-se a tomar banho. Danos às células nervosas do cérebro também podem tornar difícil para a pessoa expressar pensamentos e realizar tarefas rotineiras sem assistência.

Os sintomas, que variam de pessoa para pessoa, podem incluir:

  • Se esquecer de eventos ou história pessoal.
  • Sentir-se mal-humorado ou retraído, especialmente em situações sociais ou que exigem maior raciocínio.
  • Ser incapaz de se lembrar de informações sobre si mesmos, como endereço ou número de telefone.
  • Experimentar confusão sobre onde estão ou que dia é.
  • Exigir ajuda para escolher roupas adequadas para a estação ou ocasião.
  • Problemas para controlar a bexiga e os intestinos.
  • Experimentar mudanças nos padrões de sono, como dormir durante o dia e ficar inquieto à noite.
  • Mostrar a tendência para vagar e se perder.
  • Demonstrar mudanças de personalidade e comportamento, incluindo suspeitas e delírios ou comportamento compulsivo e repetitivo.

No estágio intermediário, a pessoa que vive com Alzheimer ainda pode participar das atividades diárias com auxílio. É importante descobrir o que a pessoa ainda pode fazer ou encontrar maneiras de simplificar as tarefas. À medida que aumenta a necessidade de cuidados mais intensivos, os cuidadores podem querer considerar investir em cuidados profissionais.

3 – Alzheimer em estágio avançado (grave)

No estágio final da doença, os sintomas de demência são graves. Os indivíduos perdem a capacidade de responder ao seu ambiente, de manter uma conversa e, eventualmente, de controlar os movimentos. Eles ainda podem dizer palavras ou frases, mas se torna difícil comunicar a dor. Como a memória e as habilidades cognitivas continuam piorando, mudanças significativas de personalidade podem ocorrer e os indivíduos precisam de cuidados extensivos.

Nesta fase, os indivíduos podem:

  • Requer assistência 24 horas por dia com cuidados pessoais diários.
  • Perder a consciência de experiências recentes, bem como de seus arredores.
  • Experimentar mudanças nas habilidades físicas, incluindo caminhar, sentar e, eventualmente, engolir.
  • Ter dificuldade de comunicação.
  • Tornar-se vulnerável a infecções, especialmente pneumonia.

A pessoa que vive com Alzheimer pode se beneficiar da interação de maneiras que sejam adequadas, como ouvir música relaxante ou receber contato físico por meio de toques suave. Durante esta fase, os cuidadores podem querer usar serviços de apoio, como cuidados paliativos, que se concentram em proporcionar conforto e dignidade no final da vida.

As pesquisas em torno do Alzheimer se desenvolveram a tal ponto que os cientistas estão explorando maneiras de retardar ou prevenir a doença, bem como tratar seus sintomas. Para melhor tratamento, no entanto, deve-se descobrir a doença em seus estágios iniciais. Em caso de suspeitas, consulte sempre o neurologista.

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Sonolência excessiva: Condições que causam

Sonolência

Bocejos incontroláveis, pálpebras pesadas e a forte necessidade de cochilar durante o dia são sinais de sonolência excessiva. Dentre os revezes de se lutar para ficar acordado estão o mau desempenho na escola e no trabalho, o prejuízo nas relações sociais e pessoais e sérios riscos ao dirigir!

Se você está sempre com sono já deve ter se perguntado “isso é normal?”. A resposta é não. O sono em excesso pode ser um sintoma de um problema maior. As causas mais comuns de sonolência excessiva são a privação do sono e distúrbios como apneia do sono e insônia. Depressão e outros problemas psiquiátricos, além de certos medicamentos e condições médicas que afetam o cérebro e o corpo também podem causar sonolência durante o dia.

Reconhecer este sintoma é o primeiro passo para resolver o problema. Trabalhar com um médico para identificar a causa desse mal e melhorar os hábitos de sono pode melhorar sua produtividade diária, seu humor e sua saúde geral.

Mas vale lembrar que não é qualquer sono durante o dia que caracteriza a sonolência diurna excessiva. É necessário que o paciente sinta dificuldade real em permanecer acordado ou alerta quando necessário. Muitos especialistas definem a sonolência diurna excessiva como algo distinto de fadiga. Isto porque esta última envolve a forte sensação de exaustão física. Mesmo assim, entendemos que as duas condições podem se sobrepor.

Além disso, pesquisas recentes apontam que a sonolência excessiva é um problema significativo. A pesquisa Sleep in America da National Sleep Foundation descobriu que, nos Estados Unidos, quase metade da população relata sentir sonolência entre três e sete dias por semana. Os relatórios também apontaram que 40% dos adultos acreditam que a sonolência interfere nas suas atividades diárias e trabalho.

Mas quais são as causas da sonolência excessiva? É importante lembrar que a sonolência diurna excessiva não é uma condição em si. Em vez disso, é um sintoma causado por um problema subjacente.  Algumas causas são:

1) Sonolência causada pela privação de sono:

A falta de sono é amplamente considerada a causa mais comum de sonolência excessiva. A privação de sono pode ser a curto prazo ou crônica e pode ser causada por vários distúrbios do sono ou outras condições médicas.

2) Falha em priorizar o sono:

Escolher ficar acordado até tarde para assistir a uma série, possuir uma agenda extremamente lotada, ou acordar cedo para ir à academia são exemplos de como o sono pode ser prejudicado. Isso pode causar sonolência no dia seguinte e o problema pode se acumular com o tempo. Quando essas escolhas causam falta de sono por um longo período de tempo, pode ser desencadeada a síndrome do sono insuficiente, distúrbio que acomete cerca de 5% da população brasileira.

3) Insônia:

Esta condição inclui uma série de problemas que tornam difícil adormecer ou permanecer dormindo pelo tempo que você quiser. A insônia geralmente está relacionada a outros problemas de sono descritos aqui que dão origem à sonolência excessiva.

4) Apneia do Sono:

A apneia do sono é um distúrbio respiratório caracterizado por breves pausas respiratórias durante a noite. Essa condição fragmenta o sono, o que normalmente causa sonolência diurna e pode afetar até 20% dos adultos.

5) Má qualidade do sono:

Um bom sono passa por ciclos de inconsciência. Pessoas que não progridem suavemente através desses ciclos de sono podem não conseguir dormir profundamente. Como resultado, mesmo que durmam pelo número de horas recomendado, podem se sentir cansadas ao acordar.

6) Dor:

Praticamente qualquer doença que induz dor, incluindo artrite, fibromialgia ou hérnia de disco, pode complicar o sono e tornar uma pessoa propensa a sonolência durante o dia.

7) Micção noturna frequente:

Esta condição, conhecida como noctúria, envolve a necessidade de se levantar da cama durante a noite para urinar e estima-se que afete um em cada três adultos mais velhos e uma em cada cinco pessoas mais jovens.

8) Sonolência causada por outras condições médicas e cerebrais:

A falta de sono não é a única causa potencial de sonolência excessiva. Remédios, especialmente sedativos, podem deixar uma pessoa sonolenta e desorientada durante o dia. Antidepressivos, analgésicos e anti-histamínicos de venda livre são apenas alguns tipos de medicamentos que podem causar sonolência. Além disso, parar de tomar alguns medicamentos pode provocar sonolência no período de adaptação.

9) Doenças que causam sono diurno:

Doenças neurodegenerativas, transtorno bipolar, narcolepsia transtorno de estresse pós-traumático e transtorno de ansiedade geral também estão associados a problemas de sono que podem dar origem a episódios de sonolência excessiva.

Por fim, é importante lembrar que o tratamento ideal para pacientes incomodados com excesso de sono durante o dia é feito sob medida para cada pessoa com base na causa específica ou fatores contribuintes para o problema. Como as causas podem vir tanto de hábitos de sono insatisfatórios quanto por problemas médicos e cerebrais, há uma ampla gama de abordagens para a resolução desse sintoma. Apenas o seu médico poderá identificar e ajustar as vias de tratamento ideais para o seu caso.

Por Dr. Leonardo, médico neurologista.

Tem enfrentado problemas de sono? Entre em contato com a nossa clínica! Telefone: (73) 3668-2394. Endereço: Praça de Independência, 80 – Centro, Trancoso – BA.

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